Dando pitacos!

Porque todo mundo tem algo a dizer sobre tudo. Só não somos convidados sempre...
E a estrela Intrometida existe mesmo!

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Welcome, 2015!

Sim, caros. Estou parecendo a DC, que volta e meia arruma um jeito de reiniciar suas franquias nos quadrinhos; ou “Sherlock”, série maravilhosa que só dá as caras 1 vez a cada dois anos (e que eu só fui assistir ao final do ano passado), e mais uma vez estou dando um gás no Pitacos. Peço miiiiil desculpas, fica difícil fidelizar algum público assim, mas é que ano passado foi um ano pedreira mesmo. (Se quiser saber um pouquinho do que fiz, passa lá no meu Linkedin

Mas não quero ficar aqui SÓ lamentando meus problemas (ou da falta deles), não é disso que se trata o Pitacos. Mas sim de ficar metendo o bedelho onde sou e não sou chamada, dar uma opinião – no sentido doxa da coisa mesmo (hahahaha), afinal o que seria da internet sem a doxa? (hahahahahaha).

E como não poderia deixar de ser, certamente postarei sobre coisas úteis e inúteis como o People’s Choice Awards – que será nessa semana (classifique este evento como quiser) – e o Oscar ou qualquer coisa assim, porque minh’alma fútil deseja vestidos, sapatos, etc. E também vou falar sobre a mesmice do Carnaval do Rio de Janeiro – ou será que haverá alguma coisa realmente significativa este ano? E quero sair do primeiro semestre com mais coisas pra contar, comentar e fofocar.


Um beijo no coraçãozinho de quem está lendo isso.

sábado, 22 de março de 2014

Walter Benjamin tem razão

De vez em quando eu sou obrigada a participar de uns fóruns de internet (não vou falar qual é, mas a palavra "obrigada" é no sentido de "forçada" mesmo). Se eu não participo, não ganho dinheiro. Um dia não vou precisar mais disso, mas vivo em tempo de vacas magras, não vou recusar dinheiro. Aí vem a "melô da prostituta": "Debora, você se prostituiría se precisasse de dinheiro?" A resposta: "Ok, eu já vendo minha força de trabalho, minha juventude e energia diariamente, então não acho que a atividade de alguém que disponibiliza seu corpo pra satisfazer outras pessoas seja muito diferente disso, então... sim." (isso é papo pra outro post)

Enfim, tive que pesquisar umas coisas pra fazer essa atividade e dei de cara com a reprodução, em 360º, da famosa Capela Sistina, no Vaticano. Eu nunca estive na Itália, dizem que o Vaticano é realmente muito bonito, mas depois que vi isso... hum... talvez eu mude de roteiro.
 
Acontece também que eu pensei muito em Walter Benjamin. Sempre ele, me perseguindo, me fazendo pensar sem parar na questão da reprodução técnica. Imagino que ele ficaria muito contente ao sabe que o Metropolitan Museum of Art compartilha mais de 300 livros pra download. Ok, estão em inglês, mas cê tem noção do que isso significa? Sabe quanto custa uma cópia de algum desses livros? Não vou nem falar sobre ir até a Itália, pra ir no Vaticano, enfrentar fila (sim, classe mérdia, na Europa tem fila, qualquer coisa com muito apelo vai ter fila em qualquer lugar do mundo). Enfim, acho que o Benjamin estaria vibrando ("vibrar" é uma palavra muito forte pra ele, mas tudo bem... rs...) com essa situação.
 
Mas fico pensando: vale a pena o virtual? E a experiência estética vai ficar no âmbito fechado por aqueles que detém os meios para realizá-la?
Bom, pelo menos há algumas iniciativas: o CCBB RJ vai fazer, em maio, uma mega exposição com algumas obras de Salvador Dalí, com direito a uma instalação. Se Maomé não vai até a montanha...

Aproveito e deixo aqui uns links. Divirta-se:

Open Library: https://openlibrary.org/subjects/accessible_book

Biblioteca da USP: http://www.bbm.usp.br/
 
 
 
... ai, gente, Tio Google que tudo vê tá aí! Dá uma olhada. ;)
Beijocas
 

domingo, 16 de março de 2014

Pitaquinhos sobre carnaval

Sim, o carnaval já acabou faz tempo, estamos próximos do segundo feriadão do ano (falando nisso, 2014 vai passar num pulo!), mas eu não poderia deixar de falar sobre isso, até porque o legal de um blog não é só falar sobre os assuntos do "momento", mas sim poder desenterrar qualquer coisa a qualquer momento.
 
Enfim, carnaval. Esse troço me persegue. Boa parte da minha família se anima como se não houvesse amanhã pra isso. É compreensível. Ainda mais por morar no Rio de Janeiro (affêeee!), que está parando cada vez mais cedo pra folia de Momo. Vejam bem: até ano passado, não havia ponto facultativo no último dia útil antes do fim de semana que antecede o feriado. Esse ano o governo do Estado decidiu aceitar o inevitável. Ok, era impossível trabalhar na sexta, mas... Enfim, já na quinta-feira tinha um povo se coçando pra começar os festejos, que já rolavam desde meados de fevereiro, aos finais de semana, deixando todo mundo com a ansiedade a mil.
 
Já devo ter comentado aqui que não sou muito fã de blocos de carnaval. Eu ia muito ao Bola Preta, tinha uma época que a moda era o povo viajar pra região dos lagos, correr atrás do trio ao som de axé music, então era perfeitamente possível curtir o Bola. De repente, do nada, redescobriram os blocos, especialmente o Bola, que anda tentando bater recordes de público. Quando isso aconteceu, parei de ir. Até porque ficou humanamente impossível. Fui ao Monobloco uma vez. Uma única vez foi o suficiente pra eu NUNCA MAIS VOLTAR. Sério. Porque como o Monobloco desfila (??) no domingo pós carnaval (!?!?), eles conseguem juntar a galera que viajou e voltou com o povo que ainda não foi e com aqueles que vão ficar e mais quem já está. Não dá, cara. It's too much. Esse ano inventaram 10309430942043 novos blocos, independentes da prefeitura, só pra desafogar um pouquinho e pentelhar o prefeito, que cai sempre na pilha. Não adianta. Ano que vem, a galera que foge da muvuca vai encontrar esses blocos, e...
 
Aí só resta ficar procurando alternativas off. Ano passado fui no excelente Lavradio Jazz Festival. Esse ano, voltei lá. Eu e um monte de gente. Sério, saiu gente do bueiro pro festival, todos os preços triplicaram. Não dava pra andar na rua do Lavradio, que já é estreita. Não dava pra sentar pra almoçar. Fila de espera gigante. Eu não sei o que dá na cabeça das pessoas pra fazer um evento off carnaval com todas as características de um evento de carnaval, com exceção da música. Eu não entendo. Outra coisa: lembram quando ir ao cinema durante o carnaval era até perigoso, porque era tão vazio? Isso não existe mais. Cinemas cheios, como um feriado qualquer. Mas, paciência, carnaval no Rio é isso aí.
 
Então, bora ver os desfiles? E quando liga a tv... affêeeeeee. Não aguentei o festival de mesmices, seja ouvindo os sambas-enredo (incrível como eles soam todos iguais), ou mesmo analisando os enredos, que são tão úteis à sociedade quanto uma tese de doutorado em Filosofia sobre a estética da cueca de Aristóteles. Pra não dizer que eu fui muito injusta com as escolas de samba do grupo especial do Rio (como se meu chilique fosse importante pra alguém), até cheguei a ver o Salgueiro. Mas depois de saber que o enredo era sobre a Mãe Terra e que só na fantasia da porta-bandeira tinha umas 10.000 penas de faisão, desisti. Era incoerência demais. Não dá, cara. 
Aí o Paulo Barros ganhou o campeonato. Ok. Um colega de faculdade que é super ligado em carnaval (sério) escreveu que não gostou muito de mais uma vitória da escola dele, porque o que ele faz é "entretenimento", que os desfiles dele não possuem a essência do carnaval e blábláblá. Eu achei a crítica dele um pouco descabida. Como assim a prefeitura investe milhões no sambódromo, a secretaria do turismo vende pesadamente a imagem do Rio e do Brasil como O local pra se curtir o carnaval, cria-se toda uma indústria a ponto de erguerem um complexo chamado "Cidade do Samba" pra...........? Abrir o pensamento é que não é, né? Cara, é diversão, ora! É pra distrair! É show, ora bolas! Eu também não gosto disso, acho que os desfiles se tornam um instrumento usado muito porcamente quando pensamos na profundidade dos temas, mas... é o que tem pra hoje, caracoles!
 
Enfim, passar o carnaval também é uma boa oportunidade pra juntar aquelas pessoas que também não curtem tanto a folia. Cadê que consegui reunir todo mundo numa mesma direção? Cada um foi pra um canto ou então tinha um/a cônjuge, parceiro (a), ou qualquer coisa assim que "só quer ir em um bloco, mas já te ligo..." E nunca mais foi visto novamente (rs...). Carioca tem um problema sério de comunicação, que vai além do "vamos marcar!": é o realizar. É foda, admito, não sei o que acontece. A cada ano que passa fica pior. Só consegui encontrar grupos isoladamente, e naquelas condições bizarras do Rio: chopp caro, péssimo atendimento, insistência na temática "carnavalesca", metrô cheio de gente transloucada...    
 
Bom, a única conclusão que tirei desse carnaval é... preciso juntar dinheiro pra me mandar daqui ano que vem. Oremos.
 
Beijocas e pipocas.
 
Obs: Feliz 2014! :D