Dando pitacos!

Porque todo mundo tem algo a dizer sobre tudo. Só não somos convidados sempre...
E a estrela Intrometida existe mesmo!

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Da série “coisas que deveria ter comentado em 2014”: Bye, Orkut!

Ah, a nossa primeira rede social virtual a gente nunca esquece...

Lembro com muito carinho no coração do meu perfil no Orkut. Lembro de ter recebido o convite para entrar no Orkut, via um e-mail que não existe mais... lembro que o Orkut no início era todo em inglês, só pra me foder (porque não sabia muito inglês naquela época – ainda não sei tanto assim, mas tá um pouco melhor... rs...)... Lembro de comunidades incríveis (tipo “Festa da Bete – homenageando rimas geniais” ou a finada “Discografias” – caras, pude pegar muita música legal ali!)... Lembro daquele recurso que deixou muita gente com o cu na mão (quando o Orkut começou a dizer quem visitou seu perfil)...  

E lembro que quando eu desisti de dar valor ao Orkut: foi durante uma discussão em um fórum de professores, onde os assuntos giravam em torno de greve, democracia, essas coisas... e aí veio um infeliz e com a sua fala quis dizer que a democracia se resumia ao processo de “ditadura da maioria” – isto é, uma vez com a decisão tomada democraticamente (DEMOCRACIA=VOTAÇÃO – já discuti sobre isso em outro post), não era possível voltar atrás. Era preciso aceitar, e pronto. Aquilo me magoou profundamente, porque eu já estava trabalhando na rede como professora e sou formada em Filosofia. Então, além de me ferir no argumento da autoridade (no caso, da falta do reconhecimento de que eu possuía meios mais... seguros, cientificamente falando, para não reforçar o estereótipo do senso comum para o conceito de democracia), a pessoa sequer demonstrou interesse em fazer uma discussão mais profunda sobre isso. A ideia que aquele “”debate”” me passou era justamente a de que democracia é a ditadura da maioria – no sentido mais profundo da prática ditatorial mesmo. Então, seguindo a linha que me foi imposta (rs...), me afastei da discussão. [Lembro que o que estava em jogo era justamente o debate sobre as decisões tomadas em assembleia – logo, uma vez a decisão tomada, N-A-D-A iria fazer com que alguma coisa pudesse mudar aquela decisão. TÃN-TÃN-TÃAAAAAAAAAN!] E foi isso, não voltei mais ao Orkut.

Na verdade a culpa nem foi do próprio Orkut. Naquela época ele já estava muito sem graça mesmo.

Bom, já foi tarde. Exceto pela minha irmã que jogou Colheita Feliz até o último dia – sério – não sei de mais ninguém que realmente usava o site. Não havia motivos pra manter aquele elefante branco ali.  

Ah, e a tal experiência no fórum de professores me ensinou uma coisa: a NÃO debater em redes sociais. É claro que não me impediu de fazer novamente, mas em escala menor. Hoje em dia, tenho muita preguiça de começar um debate novo no Facebook, pois sei que o que as pessoas querem é imposição de afirmações, e não discutir de verdade (no sentido saudável da coisa, mesmo). :D

Obrigada, Orkut!


quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

A volta dos que não foram: Jimmy e Nicole

De ontem pra hoje pipocou o vídeo de um trecho da entrevista de Nicole Kidman no Jimmy Fallon, onde ela conta, super constrangida, que deu mole pra ele no passado e o cara a ignorou por completo. E aí, aaaaanos depois (isto é, na ocasião da entrevista), ele puxa o assunto e... descobre que Nicole Kidman estava lá, soltinha, e nada aconteceu. Hoje eles estão casados e com filhos, felizes pra caramba com seus parceiros, mas... putz, o cara poderia ter ficado com a Nicole Kidman!!! A vergonha entre ambos fica tão evidente que... a entrevista meio que não rola direito, né. 

Relaxa, gente. Isso é absolutamente normal.

Muitas vezes por causa de bloqueios mentais, falta de autoestima, timidez, ou tudo junto, deixamos de nos arriscar. Imagino a cena: Nicole Kidman, que deve ter feito um esforço tremendo pra virar pro amigo e dizer "me leva na casa desse cara, eu meio que tô interessada nele" e aí chega lá e o cara não sai do PLAYSTATION e tal, e fica aquela princesinha sentadinha, só no queijo brie, esperando a atitude e nada acontece (e a Nicole Kidman deve ter feito muito esforço MESMO, imagina, ela deve ser toda educadinha, aí precisa tomar iniciativa com o cara...). Ou então, é reflexo das barreiras, tipo "fulano é muito além do que eu poderia pegar" e aí ninguém faz nada, nada acontece e tal - se essa história for verdadeira, é o que pode ter passado na cabecinha do Sr. Fallon...

O que acontece com os homens e mulheres nessa hora, ninguém toma uma atitude nessaporra?

Eu sou a favor da boa e velha cara de pau. 

Veja bem, isso não quer dizer que é pra partir pra agressão. Mas o que custava à Nicole, amiga, tentar alguma abordagem... tem gente que é devagar mesmo... mas virar e, sei lá, falar do tempo?

Na pior das hipóteses, você vai levar um "não". E só. E de repente vira amigo. E talvez possa tentar de novo. Sei lá. Mas botar a cara, dar o primeiro passo, puxar um assunto! Tipo, ninguém vai ter bater se você tentar. Pergunta, ora. Se a resposta for "não", segue em frente. Afinal, "não" e "sim" foram feitos para serem ditos (e muitas vezes na vida vamos levar vários "nãos"...).

Do outro lado, também sou adepta ao estilo "por que não?" das relações. Assim, se eu estou sozinha, tranquila, não poderia dar uma chance pra alguém legal? Vai que a pessoa te surpreenda? Veja bem, a pessoa precisa valer a pena, ser no mínimo alguém que você gosta de estar junto, pela conversa, sei lá, mas que seria legal passar um tempo. Vai que cola...?

Olha, eu demorei muito tempo pra entender isso. Na época da escola (tipo 6ª, 7ª série), eu sempre ficava de olho nos pop's da sala ou da escola, só que não me aproximava, não fazia nada. Até que uma menina - muito da sem graça, por sinal - conseguiu ficar com um menino que eu """gostava""" e eu fiquei puta com ela e o mundo (como se alguma outra pessoa tivesse alguma culpa pela minha inércia). O menino seguinte que eu gostei, da mesma escola (meu mundo social não era muito grande, desculpa), eu consegui ficar, só não lembro exatamente como (mas te garanto que ele tava sabendo, era um menino que jogava RPG e eu jogava tb), mas rolou um namorico sim. Enfim, depois que eu consegui o primeiro, os outros vieram tranquilo (HAHAHAHAHAHA). Alguns eu precisei me esforçar mais, outros menos, às vezes usava meus amigos, mas depois da 7ª série eu nunca mais fiquei chupando dedo. E olha que eu nem fazia o tipo de aluna gata, eu era feia pra caramba, mas eu desenvolvi outras habilidades que no fim das contas se somaram à minha beleza e inteligência ~haters gonna hate~.

De qualquer forma, amigos, tudo é possível. Não tenham medo de tentar. E se rolar aquela rejeição, lembre-se: somos 7 bilhões de pessoas no mundo. Alguma pessoa vai estar em sintonia com você em algum momento. 

O que não dá é ficar sentado esperando pelo cavalheiro/dama achando que ele vai ler seu pensamento. Desculpa, mas isso não rola.

E assim termina o post de hoje: como não nos cansamos da vergonha alheia, este será mais um blog que vai compartilhar a derrota do coleguinha (porque é realmente MUITO engraçado!).



terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Welcome, 2015!

Sim, caros. Estou parecendo a DC, que volta e meia arruma um jeito de reiniciar suas franquias nos quadrinhos; ou “Sherlock”, série maravilhosa que só dá as caras 1 vez a cada dois anos (e que eu só fui assistir ao final do ano passado), e mais uma vez estou dando um gás no Pitacos. Peço miiiiil desculpas, fica difícil fidelizar algum público assim, mas é que ano passado foi um ano pedreira mesmo. (Se quiser saber um pouquinho do que fiz, passa lá no meu Linkedin

Mas não quero ficar aqui SÓ lamentando meus problemas (ou da falta deles), não é disso que se trata o Pitacos. Mas sim de ficar metendo o bedelho onde sou e não sou chamada, dar uma opinião – no sentido doxa da coisa mesmo (hahahaha), afinal o que seria da internet sem a doxa? (hahahahahaha).

E como não poderia deixar de ser, certamente postarei sobre coisas úteis e inúteis como o People’s Choice Awards – que será nessa semana (classifique este evento como quiser) – e o Oscar ou qualquer coisa assim, porque minh’alma fútil deseja vestidos, sapatos, etc. E também vou falar sobre a mesmice do Carnaval do Rio de Janeiro – ou será que haverá alguma coisa realmente significativa este ano? E quero sair do primeiro semestre com mais coisas pra contar, comentar e fofocar.


Um beijo no coraçãozinho de quem está lendo isso.